Reumatologia · São Paulo
A osteoporose é uma doença silenciosa — não dói até fraturar. Identificar e tratar antes da primeira fratura é o que protege a independência e a qualidade de vida a longo prazo.
Agendar avaliaçãoDoutorado em Osteoporose
Dra. Jaqueline Lopes desenvolveu sua pesquisa de Doutorado pela FMUSP com foco em osteoporose — trazendo rigor científico e experiência clínica aprofundada para o cuidado de seus pacientes.
O que é
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela redução da densidade e da qualidade do osso, tornando-o mais frágil e suscetível a fraturas. A doença progride silenciosamente — sem dor, sem sintomas — até que uma fratura acontece.
A fratura de punho costuma ser o primeiro sinal de fragilidade óssea. As fraturas vertebrais são na grande maioria das vezes assintomáticas e somente detectadas após grande perda de altura.
A osteoporose não é exclusiva de mulheres na menopausa — afeta também homens, pessoas jovens em uso crônico de corticoides, e pacientes com doenças autoimunes como artrite reumatoide e lúpus.
Pessoas em uso crônico de corticoides — comum em doenças autoimunes — têm risco significativamente aumentado de osteoporose. O monitoramento da densidade óssea faz parte do acompanhamento reumatológico completo.
A osteopenia é o estágio anterior à osteoporose — densidade óssea reduzida, mas ainda sem atingir o limiar de fratura. Identificar e tratar nesse estágio evita a progressão para osteoporose.
A densitometria óssea (DXA) é o exame padrão para diagnóstico — mede a densidade mineral óssea em coluna e quadril, fornecendo o T-score que orienta a conduta terapêutica.
O tratamento da osteoporose reduziu significativamente a incidência de fraturas nas últimas décadas. Há opções eficazes para diferentes perfis de pacientes — a escolha depende da gravidade, dos fatores de risco e das condições associadas.
Fatores de risco
A queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea. Menopausa antes dos 45 anos é fator de risco significativo para osteoporose precoce.
Corticoides reduzem a formação óssea e aumentam a reabsorção. Qualquer dose por mais de 3 meses justifica monitoramento da densidade óssea.
Artrite reumatoide, lúpus e outras doenças autoimunes aumentam o risco de osteoporose — pela inflamação e pelo uso de corticoides.
Atividade física com impacto é protetora dos ossos. Tabagismo e álcool em excesso aceleram a perda de massa óssea de forma independente.
Vitamina D insuficiente compromete a absorção de cálcio e a saúde óssea — deficiência extremamente comum no Brasil, mesmo em regiões ensolaradas.
Histórico pessoal de fratura por fragilidade ou familiar de fratura de quadril aumenta significativamente o risco de novas fraturas.
Tratamento
A suplementação adequada é a base do tratamento — as doses corretas dependem da avaliação laboratorial e do perfil de cada paciente.
Alendronato, risedronato e ácido zoledrônico — reduzem o risco de fraturas vertebrais e de quadril com décadas de evidência de eficácia.
Anticorpo monoclonal com mecanismo diferente dos bisfosfonatos — opção para pacientes com contraindicação ou intolerância.
Teriparatida e romosozumabe — para osteoporose grave com histórico de fraturas, estimulam a formação de novo tecido ósseo.
Treino de força e equilíbrio reduzem o risco de quedas — a principal causa de fraturas em pessoas com osteoporose.
Acompanhamento da resposta ao tratamento com densitometria óssea — geralmente a cada 1 a 2 anos, dependendo da situação clínica.
Perguntas frequentes
A avaliação preventiva é o que protege sua independência e qualidade de vida a longo prazo.
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